(ARTES & IDEIAS) - Poesia - Literatura - Música - Pintura - Fotografia - Religião - Filosofia
sábado, junho 23, 2018
sexta-feira, junho 22, 2018
quinta-feira, junho 21, 2018
segunda-feira, junho 18, 2018
quarta-feira, junho 13, 2018
domingo, junho 03, 2018
quarta-feira, maio 30, 2018
segunda-feira, maio 28, 2018
sexta-feira, maio 25, 2018
segunda-feira, maio 21, 2018
Progresso
Aparente
O homem
progride em todos os sentidos. Domina a matéria, é incontestável, mas ainda não
se sabe dominar a si mesmo. Sim, façam-se caminhos de ferro e telégrafos,
atravessem-se num abrir e fechar de olhos terras e mares, mas dirijam-se também
as paixões como se conduzem os aeróstatos: abulam-se sobretudo as paixões
malignas que, apesar das máximas liberais e fraternas da nossa época, ainda não
perderam o seu domínio detestável sobre os nossos corações. É nisso que reside
o verdadeiro progresso, e até a verdadeira felicidade! Mas, pelo contrário, até
parece que os nossos instintos de cobiça e de gozo egoísta foram infindamente
ainda mais excitados por todas estas inovações materiais.
O desejo de uma felicidade impossível, que seria obtida independentemente na satisfação que nos vem da paz da alma, é indissociável já de qualquer nova descoberta e parece fazer retroceder no tempo a quimera desse paraíso dos sentidos. A patifaria e a traição, a ingratidão e a baixeza interesseiras estão constantemente à espreita nos nossos corações!
Eugène Delacroix, in 'Diário'
Mais
Solitários do que Supomos
À força de
estarmos conectados, numa disponibilidade indistinta e sem horário, acabamos
por nos desconectar das pessoas a quem mais queremos. O resultado é este:
ficamos mais próximos dos desconhecidos e mais desconhecidos dos que nos são
próximos. São muitas as atitudes que podemos tomar para diminuir saudavelmente
o nosso grau de hiperconexão à net, reconquistando espaços de
qualidade, de reflexão, de governo de si, de partilha com os outros ou de
necessário repouso.
A primeira atitude, porém, é afirmar o direito a desconectar-se. Só isso fará recuar a síndrome da «hiperconectividade» que nos condiciona a todos, indiferentemente de idades e contextos: mensagem chama mensagem, e com uma urgência que se sobrepõe a tudo; os pais atendem mais vezes o telefone celular do que aos filhos pequenos que vivem com eles; os amigos não conseguem dizer uns aos outros «gosto muito de ti, mas não vou responder a todos os teus whatsapp»; os namorados não sabem amar-se sem a mediação das redes sociais; gasta-se um tempo precioso a responder, replicar, retorquir tontices por monossílabos, alimentando a ilusão de que diante de um ecrã nunca se está sozinho. Mas aí estamos solitários mais vezes do que supomos.
José Tolentino Mendonça, in 'O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas'
“A internet entrega acesso
instantâneo a todo tipo de ideias, opiniões, perspectivas, informação. Isto de
fato ampliou as nossas perspectivas ou as fez mais estreitas? Eu acho que
ambos. Para alguns, as perspectivas foram ampliadas. Se você sabe o que está
procurando e tem um senso razoável de como proceder, a internet pode ampliar as
suas perspectivas. Mas se você se aproxima da internet de forma desinformada, o
efeito pode ser o oposto.”
Avram Noam Chomsky
sábado, maio 19, 2018
- usa vs nk -
Ano: 2018
Direção: Caius Cesar
Direção de animação: Caius Cesar
Pós produção: Jhonatan Luiz
Sound designer: Vinícius Alves
LINK: https://www.animallstudio.com/usavsnk
quinta-feira, maio 17, 2018
Soneto de Maio
Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Ouro Preto, maio de 1967.
Vinicius de Moraes
sábado, abril 28, 2018
quinta-feira, abril 05, 2018
segunda-feira, abril 02, 2018
terça-feira, março 06, 2018
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